A ação da Coinbase (COIN) subiu quase 8% na manhã de segunda-feira e era negociada perto de US$ 188,50 (aprox. R$ 999). No mesmo período, o fundo que acompanha as 500 maiores empresas dos Estados Unidos recuava 0,8%.

O movimento contrariou o alerta feito por Mike Wilson, estrategista-chefe de ações dos EUA no Morgan Stanley. Ele disse a clientes que o maior risco para o mercado não era a inteligência artificial, mas uma alta do petróleo para US$ 120 (aprox. R$ 636), US$ 130 (aprox. R$ 689) ou US$ 140 (aprox. R$ 742), o que chamou de “dreno de liquidez”.

A alta da COIN veio após a Compass Point elevar sua recomendação de venda para neutra. O analista Ed Engel definiu preço-alvo de US$ 177 (aprox. R$ 938), abaixo do preço visto na abertura, e citou melhora no ciclo cripto e nas tendências de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, usado como medida de geração operacional de caixa), embora ainda veja pressão de concorrência sobre preços e margens.

A análise também passa pela Digital Asset Market Clarity Act, projeto que o Senado dos EUA vota nesta semana e que busca definir qual regulador supervisionará o setor cripto. Para a Coinbase, regras mais claras poderiam facilitar a listagem de tokens sem depender de disputas judiciais, mas Engel espera que a proposta seja rejeitada.

Para quem acompanha cripto no Brasil, a leitura é que ações ligadas ao setor podem reagir tanto a preço de ativos digitais quanto a decisões regulatórias nos EUA.

Outras ações cripto tiveram desempenho diferente. A MARA Holdings (MARA) caiu 2% depois que o JPMorgan rebaixou o papel para underweight (recomendação de desempenho abaixo do mercado) por causa de uma parceria com a voltada a data centers. No caso da , o iniciou cobertura em com preço-alvo de (aprox. ), acima da média de (aprox. ) entre analistas, com projeções que vão de (aprox. ) a (aprox. ).