O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, influencia o Bitcoin (BTC) ao mexer na taxa básica de juros da maior economia do mundo. Quando os juros ficam altos, títulos considerados mais seguros passam a pagar mais, e parte do capital sai de ativos de risco. Quando há sinal de corte, esse dinheiro pode voltar para ações e cripto.

O que acontece na prática: o mercado quase sempre chega à reunião do FOMC (comitê do Fed que define os juros) com uma expectativa já formada. Por isso, a reação mais forte normalmente não vem do número anunciado, mas do texto do comunicado e da fala do presidente do banco central sobre os próximos meses.

Como o BTC costuma reagir: antes da reunião, investidores tentam antecipar a decisão e isso já entra no preço. No dia do anúncio, o que pesa é se o Fed indica juros altos por mais tempo ou abre espaço para cortes. Depois, a atenção volta para os dados de inflação e emprego, porque são eles que ajudam o mercado a projetar a próxima decisão.

Por que isso importa: juros mais altos aumentam o retorno da renda fixa e reduzem o apetite por risco. Juros menores, ou a perspectiva de queda, costumam favorecer a busca por retorno em mercados como ações, emergentes e cripto. Como o BTC está mais ligado ao humor global dos investidores, ele tende a acompanhar esse movimento.

Para quem investe do Brasil, acompanhar o Fed ajuda a entender oscilações do BTC e de outros ativos de risco, mesmo quando não há mudança direta nas regras locais.

O Fed não é o único fator. Decisões do Bank of England e do Bank of Japan também podem alterar o fluxo global de capital. Quando vários bancos centrais anunciam medidas na mesma semana, qualquer surpresa pode aumentar a volatilidade, e o mercado de cripto costuma reagir junto.