A comunidade do Bitcoin se mobiliza para garantir o controle do domínio .bitcoin e evitar que ele vá a leilão ou seja registrado por grupos sem ligação com a rede. A iniciativa é liderada por wiz, desenvolvedor conhecido por criar o explorador mempool.space.
O que aconteceu: a ICANN voltou a aceitar pedidos para novos domínios genéricos de primeiro nível, os chamados gTLDs (extensões como .com ou .org), pela primeira vez desde 2012. Diante disso, wiz disse que apresentará uma “inscrição prioritária da comunidade” para tentar assegurar o .bitcoin nesta rodada, cujo prazo termina em 12 de agosto de 2026.
Quem poderia usar: a proposta restringe os registros a grupos ligados diretamente ao ecossistema do Bitcoin. A lista citada por wiz inclui operadores de rede, desenvolvedores de protocolo e software, provedores de infraestrutura e serviços, autores de documentação e conteúdo educativo, além de organizadores de conferências, encontros e grupos de trabalho.
Restrição central: projetos que promovam outras criptomoedas ficariam explicitamente impedidos de registrar endereços com .bitcoin. Segundo wiz, a intenção é manter o domínio “estritamente Bitcoin Only” e formar um comitê de bitcoiners para aplicar essa política. Ele também afirmou que, se a proposta avançar, ocuparia apenas um assento comum no conselho, sem poder de veto nem prioridade no registro.
Para o leitor brasileiro, o caso mostra como a disputa por infraestrutura digital também passa pelo mercado cripto: controlar um domínio como .bitcoin pode influenciar identidade, reputação e presença online de empresas, carteiras, corretoras e projetos ligados ao BTC.
Wiz também pediu apoio formal de organizações do setor para fortalecer a candidatura. Entre os documentos sugeridos estão cartas em papel timbrado citando a entidade candidata, Wiz & Associates S.A. de C.V., e o domínio . Segundo ele, até declarações simples de “não objeção” já ajudariam no processo.




