A Core Scientific informou que sua receita no segundo trimestre saltou de US$ 78,6 milhões (aprox. R$ 455,9 milhões) para US$ 164,2 milhões (aprox. R$ 952,4 milhões). O avanço veio da operação de colocation (aluguel de infraestrutura para clientes rodarem sistemas) voltada a IA e HPC (computação de alto desempenho), área que passou a redesenhar o perfil de ganhos da empresa além da mineração de Bitcoin.
O que aconteceu: a receita de colocation somou US$ 136,7 milhões (aprox. R$ 792,9 milhões) no trimestre, contra US$ 10,6 milhões (aprox. R$ 61,5 milhões) no mesmo período do ano passado. O lucro bruto também subiu, de US$ 5 milhões (aprox. R$ 29 milhões) para US$ 70 milhões (aprox. R$ 406 milhões).
Por que importa: os números mostram a velocidade da mudança de foco da empresa, que vem ampliando sua atuação em infraestrutura digital para inteligência artificial e processamento intensivo de dados, em vez de depender apenas da mineração de BTC.
Apesar da alta na receita, a empresa registrou prejuízo líquido de US$ 1,15 bilhão (aprox. R$ 6,67 bilhões). Segundo a companhia, o resultado foi pressionado principalmente por uma despesa contábil não monetária ligada à valorização de warrants em circulação após a alta do preço de suas ações.
Para o leitor brasileiro, o movimento reforça como empresas ligadas à mineração de Bitcoin estão buscando receita em infraestrutura para IA, um segmento que ganhou peso no mercado global de tecnologia.




