A Comissão de Serviços Financeiros (FSC) da Coreia do Sul divulgou um plano em três fases para criar a infraestrutura de emissão de valores mobiliários tokenizados, como ações, títulos e fundos. O cronograma acompanha a preparação do país para adotar sua primeira estrutura formal para esse tipo de ativo em 4 de fevereiro de 2027.

Nessa data, os valores mobiliários tokenizados passarão a ser reconhecidos legalmente como versões digitalizadas de valores mobiliários, com a entrada em vigor de uma atualização da Lei sobre o Registro Eletrônico de Ações e Títulos.

Na primeira fase, a proposta abrange o reconhecimento legal de ativos como fundos institucionais do mercado monetário, títulos, ações não listadas e valores mobiliários de investimento fracionado. Na segunda, a tokenização seria ampliada para todos os valores mobiliários ofertados publicamente.

A terceira etapa mira pagamentos on-chain (liquidados diretamente em redes blockchain) vinculados a stablecoins. A FSC apresentou o roteiro em comunicado divulgado na sexta-feira.

Para o leitor no Brasil, o movimento da Coreia do Sul ajuda a mostrar como outros mercados estão tentando encaixar ativos tokenizados dentro das regras do sistema financeiro tradicional.