As operações com criptoativos no Brasil movimentaram R$ 283,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, o maior volume já registrado para o período, segundo a Receita Federal. O total ficou acima dos R$ 270,2 bilhões anotados entre janeiro e julho de 2025 e mais que dobrou o nível de 2024.
Em maio e junho, as negociações passaram de R$ 58 bilhões e R$ 57,5 bilhões, somando operações em exchanges brasileiras, plataformas no exterior e transferências diretas entre pessoas físicas e jurídicas. As exchanges nacionais responderam por R$ 177,6 bilhões do volume semestral.
Outros R$ 64,7 bilhões vieram de operações sem intermediação de exchanges, e cerca de R$ 40,4 bilhões passaram por plataformas estrangeiras. O USDT liderou com folga: só em junho, movimentou R$ 33,96 bilhões, perto de 60% de tudo que circulou em criptoativos no mês.
O bitcoin (BTC) somou R$ 2,39 bilhões em junho, e o ethereum (ETH), R$ 417,9 milhões. A Receita registrou ainda cerca de 4,67 milhões de CPFs e mais de 107 mil CNPJs nas operações declaradas em junho.
No Brasil, isso reforça a pressão por registro e conformidade: exchanges locais informam as operações ao Fisco, e quem usa plataformas estrangeiras ou negocia sem intermediação também pode ter de declarar quando passa de R$ 30 mil por mês.
As informações são enviadas com base na Instrução Normativa RFB nº 1.888/2019. A Receita diz que os dados podem ser revisados porque incluem retificações e entregas fora do prazo.




