Changpeng Zhao, fundador da Binance, afirmou que errou ao minimizar o potencial das stablecoins. Em entrevista ao Talking Tokens Podcast, ele disse que tratava esses ativos como uma solução temporária, mas o mercado acabou se tornando um dos maiores do setor cripto.

O que aconteceu: As stablecoins são criptomoedas atreladas a outro ativo — em geral, o dólar — para manter preço estável. Segundo CZ, ele acreditava que elas serviriam basicamente para conectar transações entre exchanges, mas o uso se expandiu muito além disso.

Em números: O mercado de stablecoins já passa de US$ 311 bilhões (aprox. R$ 1,8 tri). A Tether (USDT) lidera com cerca de US$ 184 bilhões (aprox. R$ 1,1 tri), o equivalente a quase 60% do setor. A USDC, da Circle, aparece em seguida, com aproximadamente US$ 77 bilhões (aprox. R$ 447 bi).

CZ disse que só percebeu melhor essa transformação depois de deixar o comando da Binance. Segundo ele, a rotina como CEO limitava sua capacidade de acompanhar novas frentes do mercado com atenção. Agora, afirma estar observando com mais cuidado segmentos que antes ficaram em segundo plano.

Por que importa: O avanço das stablecoins já chegou à regulação dos Estados Unidos. Em julho de 2025, o país aprovou o GENIUS Act, criando as primeiras regras nacionais para esse tipo de ativo. Pouco antes, a Circle estreou na Bolsa de Nova York, e suas ações subiram mais de 160% no primeiro dia.

Para o leitor brasileiro, o crescimento das stablecoins ajuda a explicar por que esses ativos ganharam espaço em transferências, proteção cambial e operações entre corretoras, embora continuem sujeitos a regras locais e à tributação aplicável no Brasil.