Changpeng “CZ” Zhao, cofundador da Binance, defendeu um modelo de licença regional para criptomoedas no Sudeste Asiático. A ideia é que uma empresa já autorizada em um país da ASEAN possa pedir entrada em outro mercado por um processo simplificado, sem recomeçar todo o licenciamento do zero.

A proposta foi apoiada por Zhao durante um bate-papo na Cúpula de Tecnologia da ASEAN Manila 2026, na terça-feira. O tema surgiu a partir de uma sugestão de Lito Villanueva, presidente fundador da FinTech Alliance PH, sobre um passaporte regulatório ou portabilidade de licenças.

O que aconteceu: segundo Zhao, os reguladores continuariam podendo analisar os pedidos, mas sem exigir que as empresas preencham um novo processo completo a cada país. Na prática, isso funcionaria como um reconhecimento mútuo entre jurisdições da região.

Por que importa: os países da ASEAN hoje regulam ativos digitais de forma separada. Isso cria vários processos de aprovação para companhias que querem operar em mais de um mercado, elevando custos de conformidade e tornando a expansão regional mais lenta.

Para o leitor brasileiro, a discussão mostra como blocos regionais podem buscar regras mais integradas para cripto, algo que influencia o debate global sobre supervisão, concorrência e operação de corretoras e serviços com stablecoins.