A dívida federal dos Estados Unidos superou US$ 40 trilhões (aprox. R$ 230 trilhões) pela primeira vez. O marco reacendeu a discussão sobre o papel do Bitcoin (BTC) como um ativo escasso e não soberano, ou seja, que não é emitido nem controlado por um governo.

Por que importa:

  • Os custos de juros ultrapassaram os gastos com o Medicare e se tornaram a segunda maior despesa do orçamento federal, atrás apenas da Previdência Social, nos primeiros 10 meses do ano fiscal de 2026.
  • Analistas avaliam que o aumento da dívida pode fortalecer a tese de longo prazo do Bitcoin. No curto prazo, porém, os principais fatores para o mercado continuam sendo os rendimentos dos títulos do Tesouro, a força do dólar e a liquidez disponível.

O marco ocorreu durante uma medida do Tesouro dos EUA para conter uma liquidação de títulos, quando investidores vendem esses papéis em grande volume. O movimento levou os rendimentos dos títulos de longo prazo aos níveis mais altos desde 2007.

Na quarta-feira, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o departamento dobraria as recompras de títulos com vencimento entre 10 e 30 anos, para pelo menos US$ 4 bilhões (aprox. R$ 23 bilhões) por operação. Inicialmente, a medida pressionou os rendimentos dos títulos e o dólar americano para baixo, enquanto o Bitcoin e o ouro subiram.

Para investidores brasileiros, o episódio conecta a política fiscal dos EUA ao preço do Bitcoin, mas também pode afetar o dólar e, indiretamente, o valor dos ativos digitais em reais.