A OpenAI anunciou nesta terça-feira (21) a entrada de David Vélez, fundador e presidente-executivo global do Nubank, em seu conselho de administração. Ao lado dele, também foi nomeado Robin Vince, presidente-executivo do BNY.

Os dois passam a atuar nas duas estruturas da empresa: a OpenAI Foundation, organização sem fins lucrativos que controla a companhia, e a OpenAI Group PBC, braço comercial. Nesse caso, PBC significa Public Benefit Corporation, modelo empresarial que combina objetivo de lucro com uma missão de interesse público definida em estatuto.

O que aconteceu: a mudança reforça a governança da OpenAI, ou seja, o conjunto de regras e mecanismos que orienta decisões e fiscalização interna. A empresa vem reformulando essa estrutura desde a crise que levou à breve saída de Sam Altman do comando, em 2023.

Quem é: Vélez fundou o Nubank em 2013, após enfrentar burocracia e custos elevados do sistema bancário brasileiro. Hoje, a fintech soma mais de 135 milhões de clientes no mundo, sendo mais de 115 milhões no Brasil. O executivo também passou por Sequoia Capital, Goldman Sachs, Morgan Stanley e General Atlantic.

Por que importa: a nomeação ocorre num momento sensível para a OpenAI. Segundo o Wall Street Journal, a empresa se aproxima de um possível IPO (oferta pública inicial de ações, quando uma companhia estreia na bolsa). De acordo com o jornal, Robin Vince deve presidir o comitê de auditoria, responsável por supervisionar contas e controles financeiros.

Para o leitor brasileiro, a presença do fundador do Nubank aproxima ainda mais o Brasil de uma das empresas mais influentes em inteligência artificial, num momento em que bancos e fintechs aceleram o uso dessa tecnologia.

Em comunicado, Bret Taylor, presidente dos conselhos da OpenAI, afirmou que Vélez e Vince são líderes com experiência em usar tecnologia para transformar serviços financeiros em escala global. Vélez disse esperar contribuir para ampliar o acesso a uma inteligência artificial útil para pessoas, empresas e economias.