Os depósitos de ativos do mundo real, os chamados RWAs (ativos do mundo real tokenizados), mais que triplicaram em um ano e chegaram a US$ 7,4 bilhões (aprox. R$ 39,9 bilhões). No mesmo intervalo, os depósitos totais em finanças descentralizadas, ou DeFi (serviços financeiros em blockchain), caíram cerca de 15%.
O que aconteceu:
O avanço veio de títulos do Tesouro dos Estados Unidos, ouro, crédito privado, índices como S&P 500 e Nasdaq-100, além de ações de tecnologia e semicondutores. A leitura é que o dinheiro on-chain (dentro de redes blockchain) está migrando para ativos tradicionais tokenizados, e não para novos tokens nativos de protocolos.
Por que importa:
O relatório da CoinShares, em parceria com a Token Terminal, mostra que o debate já deixou de ser só sobre emissão de ativos tokenizados. A pergunta agora é se esses instrumentos estão virando peças de uso corrente dentro das redes, como garantia, empréstimo e negociação.
No Brasil, isso conversa com a expansão do crowdfunding e com a criação de um grupo da CVM para discutir infraestrutura de renda fixa digital, um ponto que pode influenciar como esses produtos chegam ao investidor local.




