Cerca de 14 mil BTC foram depositados em corretoras nos últimos dias, em meio à crise de segurança envolvendo a Coldcard. Ainda assim, o Bitcoin seguiu negociado perto de US$ 63.800 (aprox. R$ 370 mil), sem oscilação relevante no período.

O que aconteceu: usuários da Coldcard começaram a relatar perdas na quinta-feira (30). Depois de negar o incidente, a empresa reconheceu a falha e orientou clientes a mover os fundos para outras carteiras ou para corretoras. Dados da CryptoQuant indicam que esse fluxo levou o volume de bitcoins em exchanges ao maior nível dos últimos 30 dias.

Em números: os depósitos somaram cerca de 14 mil BTC, equivalente a US$ 894 milhões (aprox. R$ 5,2 bi). Segundo Sani, fundador da TimechainIndex, mais de 10.000 BTC foram enviados para corretoras nas 33 horas seguintes ao início do caso.

Mesmo com essa entrada, o preço do BTC não mostrou queda forte. A leitura do mercado é que os investidores não correram para vender, mas sim para reduzir o risco de manter a autocustódia (quando a própria pessoa guarda suas chaves e responde integralmente pela segurança dos ativos).

A Galaxy Research afirmou que o ataque teve três levas. Na primeira, 1.195 endereços foram esvaziados; na segunda, mais 1.478; e na terceira, 1.912. Ao todo, foram roubados 1.367 BTC, cerca de US$ 87 milhões (aprox. R$ 505 mi), afetando 4.585 endereços que, segundo a estimativa citada, corresponderiam a cerca de 4.500 investidores.

Para o brasileiro que usa autocustódia, o episódio reforça um ponto prático: guardar cripto fora de corretora dá mais controle, mas também transfere todo o risco operacional e de segurança para o usuário.