O Departamento de Justiça dos EUA anunciou nesta terça-feira (15) acusações contra dois engenheiros da Robinhood por suposto uso de informações privilegiadas no mercado cripto. Os acusados são Hefu Chai e Huaisong Xiang.
Segundo a acusação, os dois tinham acesso a dados internos sobre se e quando a Robinhood Crypto passaria a oferecer suporte a novas criptomoedas para negociação. As operações teriam sido feitas na Hyperliquid, uma corretora descentralizada de futuros que não exige verificação de identidade. Futuros são contratos que permitem apostar na alta ou na queda de um ativo sem comprar o ativo diretamente.
As autoridades não informaram quais criptomoedas teriam sido negociadas. O processo afirma, porém, que cada suspeito teria obtido mais de US$ 50 mil (aprox. R$ 275 mil) com as operações. Se condenados, eles podem receber pena máxima de 30 anos de prisão: 10 anos por violação da Commodity Exchange Act e 20 anos por fraude eletrônica.
O procurador Jamie McDonald citou o trabalho do FBI e a colaboração da Robinhood nas investigações. “A apropriação indevida de informações confidenciais para negociar nos mercados de derivativos em benefício próprio é ilegal”, afirmou, ao dizer que pessoas com acesso privilegiado não podem burlar leis de valores mobiliários e commodities usando derivativos, como futuros perpétuos, valores mobiliários tokenizados ou instrumentos semelhantes.
A Robinhood ganhou mais peso no setor cripto após anunciar a compra da Bitstamp em 2024 e adquirir a WonderFi no ano seguinte, ambas por cerca de R$ 1 bilhão. O caso se soma a ações anteriores do governo americano contra insider trading no mercado de ativos digitais, incluindo prisões em 2022 de um ex-gerente da Coinbase e de um ex-diretor da OpenSea.




