Um grupo de desenvolvedores afirma ter encontrado 4.962 vulnerabilidades em 390 projetos do ecossistema Bitcoin com apoio de ferramentas de IA. Entre os alvos analisados estão bibliotecas e SDKs (kits de desenvolvimento usados por programadores), carteiras de software e hardware, corretoras e outras ferramentas da rede.

O que aconteceu: Rob Hamilton, CEO da AnchorWatch, disse nas redes sociais que a equipe vinha ampliando o número de repositórios analisados, já acima de 300, e que os gastos com ferramentas de IA estavam perto de US$ 40 mil (aprox. R$ 203 mil). Horas depois, o desenvolvedor conhecido como calle afirmou que o grupo havia crescido para 16 pessoas atuando 24 horas por dia, 7 dias por semana, e reportou 4.962 descobertas em 390 projetos após 27,5 horas de trabalho.

Em números: segundo o relato, havia 85 problemas críticos e 635 vulnerabilidades de alta severidade, com média de 2,31 descobertas críticas e altas por pessoa por hora. Em outra contagem citada anteriormente, o grupo falava em 84 falhas críticas e 624 de alta severidade. O desenvolvedor também afirmou que apenas 8 das 4.962 ocorrências foram falso positivo.

Hamilton disse que a experiência humana seguiu sendo decisiva para aprofundar as análises. Segundo ele, em mais de um caso uma falha inicialmente apontada como de gravidade média levou outro integrante da equipe a encontrar problemas mais sérios ao adicionar contexto técnico. O grupo afirmou ainda que os resultados críticos costumam ser reproduzidos com prova de conceito em ambientes locais de regtest (rede de testes controlada para simular o funcionamento do Bitcoin) antes do envio aos responsáveis pelos projetos.

Onde apareceram mais riscos: a maior parte dos projetos analisados estava em SDKs e bibliotecas de criptomoedas (128), seguida por carteiras de software (), implementações de nodes (), carteiras de hardware e firmware () e infraestrutura e ferramentas (). Já o segmento com maior proporção de vulnerabilidades críticas e altas foi o de , com .