Cobra, dono do Bitcoin.org, defendeu que o protocolo do Bitcoin não passe por novas alterações. Em conversas no X, antigo Twitter, ele disse que a fase de testes ficou para trás e que mudanças hoje trazem riscos técnicos e sociais difíceis de justificar.
O argumento central é que o Bitcoin já protege um mercado de US$ 1,6 trilhão (aprox. R$ 8,7 trilhões). Para Cobra, esse tamanho muda a prioridade: preservar a segurança da rede vem antes de buscar novos recursos, como mais escalabilidade, fungibilidade ou contratos inteligentes. “A época de experimentação foi há 10 anos”, afirmou.
Ele também citou a baixa adoção de novas funcionalidades, a divisão da comunidade e o desgaste de desenvolvedores que acabam envolvidos em disputas políticas. Cobra mencionou ainda o risco de efeitos inesperados, como ocorreu com os Ordinals após o Taproot — atualização do Bitcoin que abriu caminho para novos usos da rede, incluindo inscrições de dados em transações.
Para quem guarda BTC no Brasil, a discussão importa porque mudanças no protocolo afetam a mesma rede usada por carteiras próprias e corretoras, independentemente do país.
A preocupação com inteligência artificial apareceu várias vezes. Cobra disse que as ferramentas atuais ainda não seriam perigosas, mas alertou que modelos futuros poderiam introduzir falhas sutis no código. Segundo ele, o caso recente da Liquid teria ocorrido após uma correção incorreta de um bug encontrado por IA.




