O Brasil vai às urnas no domingo (25) para escolher o presidente pelos próximos quatro anos, em uma disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Enquanto a B3 e o mercado de câmbio estarão fechados durante a apuração, Bitcoin e stablecoins atreladas ao dólar, como o USDT, seguirão sendo negociados 24 horas por dia. Segundo a BeInCrypto Brasil, as cotações de stablecoins em reais podem dar um sinal inicial da reação de parte do mercado, embora não sejam equivalentes ao dólar comercial.
Em 2022, após a vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro, o dólar comercial chegou à região de R$ 5,40 no primeiro pregão após o segundo turno, mas terminou aquela segunda-feira em queda de 2,54%, perto de R$ 5,16.
Fabrício Tota, vice-presidente de Novos Negócios do Mercado Bitcoin, afirmou que juros altos ajudam a atrair capital estrangeiro, mas não resolvem os entraves fiscais, a insegurança jurídica e a instabilidade política. “É difícil apostar numa valorização duradoura do real enquanto o problema fiscal continuar sendo empurrado com a barriga”, disse.
Para Guilherme Nazar, da Z.ro Global, o cenário político doméstico pode alterar a velocidade e a volatilidade do câmbio, mas não necessariamente sua direção no médio e longo prazo. Ele também citou desequilíbrios comerciais dos Estados Unidos como um possível fator de pressão sobre o dólar.
Rocelo Lopes, criador da Truther e Chief of Digital Currency da Rezolve AI, avaliou que a política ainda influencia o câmbio, mas com peso menor do que em eleições anteriores. Na visão dele, a independência do Banco Central, presidido por Gabriel Galípolo, pode limitar oscilações extremas.
Antonio Neto, head LatAm da Solana Foundation, disse que há espaço para uma nova queda do dólar, especialmente diante de uma eventual reação positiva à eleição. Ele ponderou, porém, que o elevado endividamento e as restrições do Orçamento dificultam a sustentação de uma valorização do real.



