Elon Musk disse ao The Economist que sua atuação política na Europa não é motivada pela extrema-direita. Segundo ele, a força por trás de suas posições são “pessoas comuns” e a defesa “do Ocidente como um todo”.

A declaração foi dada em entrevista gravada na segunda-feira com a editora-chefe Zanny Minton Beddoes. A conversa completa será exibida no programa Insider, do The Economist, a partir das 15h de quinta-feira, no horário de Brasília.

O que aconteceu: Minton Beddoes afirmou que Musk apoia “partidos bastante marginais” em alguns países. Ele rejeitou essa caracterização e pediu que sua resposta fosse mantida na versão final da entrevista. Ao justificar sua posição, citou temas como fronteiras seguras, cidades seguras e gasto público responsável, questionando por que esses pontos seriam classificados como extrema-direita.

O que ele disse: Musk também criticou a forma como parte da imprensa trata o tema e afirmou que a rotulagem de extrema-direita é “falsa” e “induz ao erro”. Quando foi confrontado com uma publicação sobre uma suposta guerra civil “inevitável” no Reino Unido, manteve o argumento de que um grupo crescente com valores “antagônicos aos valores ocidentais” acabará provocando um “acerto de contas”.

Em números: Musk é descrito como o homem mais rico do mundo, com fortuna superior a US$ 800 bilhões (aprox. R$ 4,64 tri). No X, plataforma da qual é proprietário, ele disse ser seguido por cerca de 250 milhões de pessoas.

Para o leitor brasileiro, a entrevista mostra como Musk tenta enquadrar sua influência política como uma defesa de valores amplos, e não de partidos específicos.

Ao ser questionado sobre acusações de racismo, Musk negou o rótulo. Ele citou a ascendência indiana de sua parceira, os quatro filhos do casal e a diversidade de executivos em suas empresas. Sobre a rejeição que desperta, respondeu que algumas pessoas “realmente” o detestam, mas afirmou acreditar que o número de apoiadores é maior.