Peter Schiff recomendou que investidores deixem o Bitcoin (BTC) e as ações da Strategy (MSTR) enquanto o ouro avançou para acima de US$ 4.400 por onça, o equivalente a aprox. R$ 24,0 mil. Para ele, a alta recente do metal mostra uma volta do apetite por ativos tangíveis.

O que aconteceu: na terça-feira, o ouro era negociado a US$ 4.402,43 por onça, com alta de 0,28% no dia. No mês, a valorização chegou a 6,78% e, em 12 meses, a cerca de 29,6%. A prata também subiu e alcançou US$ 65,84, máxima em sete semanas.

O movimento veio depois de dados fracos do mercado de trabalho nos EUA, que reduziram as expectativas de novas altas de juros pelo Federal Reserve. Mesmo assim, o BTC quase não reagiu: estava em US$ 65.254, alta de 0,5% em 24 horas, com valor de mercado próximo de US$ 1,31 trilhão (aprox. R$ 7,1 tri).

Por que importa: Schiff usa essa diferença para sustentar que o Bitcoin funciona como uma aposta contra o ouro, e não como substituto direto dele. A leitura é contestada por outros gestores, que veem o papel do BTC como reserva digital ligado mais à adoção em países sob sanções do que ao comportamento diário de preço.

A Strategy também entrou no foco após vender 1.690 BTC na semana passada por US$ 108,6 milhões (aprox. R$ 593 milhões), a um preço médio de US$ 64.262 por unidade. A empresa disse ter usado o dinheiro para recomprar ações STRC e levantou mais US$ 653,1 milhões com a emissão de 6,59 milhões de ações ordinárias.

No Brasil, esse tipo de movimento mexe com o humor de quem acompanha e ações ligadas ao setor, mas não muda regra local por si só: operação em cripto segue exigindo atenção a imposto de renda, corretora usada e registro das movimentações.