A H100 Group AB triplicou sua reserva de Bitcoin (BTC) nesta semana e chegou a 3.506 BTC ao incorporar a NSD AS, que tinha 2.455 BTC. A operação foi feita numa proporção de um para um em BTC, sem uso de caixa, e paga integralmente com novas ações.
O que aconteceu: a empresa emitiu 790,5 milhões de ações a SEK 1,86 por papel, numa estrutura que diluiu em cerca de 70% os investidores atuais. O preço de referência do BTC estava perto de US$ 62.900 (aprox. R$ 346 mil) em 31 de julho.
Segundo a companhia, essa foi a maior operação de fusão e aquisição entre empresas públicas com Bitcoin no setor europeu e a primeira no mundo feita exclusivamente com BTC nos mercados públicos. Em comunicado, o presidente-executivo Sander Andersen disse que a métrica relevante é o Bitcoin por ação e que a compra preserva esse parâmetro ao quase triplicar a reserva para mais de 3.500 BTC.
Em números: com a nova posição, a H100 ultrapassou a francesa Capital B, com 3.140 BTC, e a britânica Smarter Web Company, com 2.712 BTC, segundo dados do BitcoinTreasuries. Agora, fica atrás apenas da alemã Bitcoin Group SE, que detém 3.605 BTC.
Por que importa: o movimento da H100 vai na direção oposta de outras empresas de capital aberto que vêm reduzindo exposição ao ativo. O Bitcoin caiu cerca de 47% no último ano, e isso pressionou companhias que seguiam uma estratégia de apenas acumular a moeda. A Strategy (MSTR) vendeu 1.690 BTC nesta semana, depois de ter vendido 1.638 BTC na anterior. A MARA Holdings (MARA) reduziu sua reserva em 29%, enquanto a Riot Platforms (RIOT) se desfez de 3.778 BTC no primeiro trimestre.




