As stablecoins movimentam, em média, US$ 38 bilhões (aprox. R$ 220,4 bi) por dia nos fins de semana, segundo a Binance Research. Na prática, isso leva o volume para US$ 76 bilhões (aprox. R$ 440,8 bi) entre sábado e domingo, nível que o estudo compara aos cerca de US$ 40 bilhões (aprox. R$ 232 bi) diários da Visa nesses mesmos dias.
Por que importa: o relatório sustenta que as stablecoins estão deixando de servir apenas para negociação de criptoativos e passam a ocupar funções mais amplas no sistema financeiro, como reserva de valor, meio de troca e camada de liquidação (a infraestrutura usada para concluir transferências e pagamentos).
Em números: a média de fim de semana equivale a 53% dos cerca de US$ 71 bilhões (aprox. R$ 411,8 bi) movimentados pela Visa em dias úteis. O estudo também afirma que rendimentos em dólar on-chain (ganhos oferecidos diretamente na blockchain) entre 2% e 4% superam a taxa nacional de depósitos de poupança dos EUA, de 0,38%. Desde 2022, o Binance Earn distribuiu US$ 1,2 bilhão (aprox. R$ 6,96 bi) em recompensas em stablecoins.
A pesquisa diz ainda que produtos tokenizados de títulos do Tesouro dos EUA entregaram retorno diário anualizado médio de 3,42% no segundo trimestre de 2026, perto da taxa soberana de 3,70%, sem exigir conta em corretora ou perfil de investidor qualificado. Entre os usuários da Binance, 30% mantêm mais da metade do portfólio em stablecoins, acima dos 4% registrados em 2020.
O que aconteceu: o estudo mostra também um avanço do uso para pagamentos. No Binance Pay, o volume cresceu 114% na comparação anual entre 21 milhões de comerciantes cadastrados, enquanto o tíquete médio subiu de (aprox. ) para (aprox. ). Já nas reservas, a informa deter (aprox. ) em stablecoins, (aprox. ) acima da segunda colocada entre as corretoras, com participação de mercado ampliada de para desde o início de .




