A tokenização, processo de transformar ativos ou direitos em representações digitais, é vista como central para a estratégia de 23% dos executivos bancários brasileiros. Apenas 8% afirmam que suas iniciativas já estão em operação ou prontas para ser lançadas em 2026, abaixo da média global de 9%.

O levantamento do IBM Institute for Business Value, feito com 500 executivos de bancos e empresas de pagamentos em mais de 25 países, aponta a falta de interoperabilidade, ou seja, da capacidade de diferentes sistemas funcionarem juntos, como a principal barreira no Brasil. O problema foi citado por 65% dos entrevistados brasileiros, contra 59% na média global.

A pesquisa também identificou uma conexão entre tokenização e IA agêntica, tecnologia capaz de executar tarefas e tomar decisões dentro de determinados limites. Para 58% dos executivos brasileiros, a tokenização terá impacto forte ou crítico na integração entre diferentes plataformas de IA. Outros 46% esperam um impacto significativo da IA agêntica nos canais programáveis de liquidação, usados para concluir transações automaticamente.

Para bancos e empresas que atuam no Brasil, a modernização da infraestrutura será decisiva para conectar ativos digitais, sistemas de pagamento e novas formas de dinheiro.

Entre os entrevistados no país, 38% acreditam que moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) poderão substituir os arranjos tradicionais de cartões. Já 58% esperam uma adoção forte ou transformacional de stablecoins, criptomoedas projetadas para manter valor estável em relação a outro ativo, por grandes corporações até 2030. A segurança também aparece como preocupação: 92% consideram crítica a criptografia resistente a ameaças quânticas para a confiança e a expansão de ecossistemas tokenizados.