Um estudo do Banco de Compensações Internacionais (BIS) concluiu que restrições ao fluxo de capitais e controles cambiais não tiveram efeito estatisticamente significativo sobre a entrada de stablecoins como USDT e USDC em 184 países. Já no caso de depósitos bancários em dólar, essas medidas reduziram a dolarização.
O que aconteceu: O resultado está no working paper nº 1370, publicado em 21 de julho. Segundo os pesquisadores, o efeito das restrições foi diferente entre os dois mercados: funcionou para depósitos em moeda estrangeira, mas não mostrou a mesma resposta nas stablecoins (criptomoedas pareadas a moedas tradicionais, como o dólar).
No Brasil: A publicação coincide com um momento de aperto regulatório do Banco Central do Brasil sobre operações com ativos virtuais no mercado de câmbio. A Resolução BCB nº 561 atualizou as regras do serviço de pagamento ou transferência internacional, o eFX, e proibiu o uso de ativos virtuais nesse modelo.
Para o leitor brasileiro, o recado é direto: mesmo com regras mais duras no câmbio, o debate sobre stablecoins segue aberto, porque esses ativos podem reagir de forma diferente das estruturas tradicionais de dolarização.




