O Ethereum ganhou força frente ao Bitcoin após o par ETH/BTC romper, em julho, um canal descendente que limitava o movimento desde agosto de 2025. A relação agora gira em torno de 0,0289, enquanto o ETH é negociado a US$ 1.881 (aprox. R$ 10,9 mil), com queda de 2,2% nas últimas 24 horas. No mês, grandes investidores acumularam 50 mil ETH, e o par avançou 6%.
O que aconteceu: o rompimento veio junto com melhora no momentum, que mede a força do movimento. No gráfico de três dias, o RSI (índice que indica se a pressão compradora ou vendedora está ganhando força) subiu para perto de 57, acima da faixa neutra e ainda abaixo da região de sobrecompra, perto de 70.
Níveis de atenção: acima do preço atual, o par encontra resistência em 0,0316 e depois em 0,0352. Abaixo, o suporte mais próximo está em 0,0259, faixa que coincide com o limite superior do canal rompido e pode virar uma nova base se for confirmada. O par ainda segue abaixo da média móvel de 200 dias, um nível técnico acompanhado por traders para medir a tendência de prazo mais longo.
Do lado mais amplo do mercado, a dominância do Bitcoin continua pedindo cautela. O indicador voltou para a região de 59,5% e segue preso entre 58% e 60,7% desde agosto de 2025. Para quem espera uma temporada mais clara das altcoins, o sinal mais forte viria com queda abaixo de 58% e avanço até 55,66%. Se a dominância voltar para 61%, o controle do ciclo tende a seguir com o BTC.
Por que importa: analistas ainda divergem sobre o que vem pela frente. Michael van de Poppe classificou o movimento do ETH/BTC como o primeiro avanço real em mais de um ano, mas vê espaço para consolidação no curto prazo. Já Benjamin Cowen, da , avalia que a rotação clássica para altcoins pode nem acontecer neste ciclo, ao argumentar que o topo do ocorreu em ambiente de apatia, e não de euforia.



