A relação entre Ethereum (ETH) e Bitcoin (BTC) atingiu 0,0334 na semana passada, o maior nível em sete meses, após uma alta de 32,28% desde a mínima de junho. No mesmo período, o domínio do Bitcoin, que mede a participação do BTC no valor total do mercado de criptomoedas, fechou a semana em 60,15% e também rompeu uma tendência de baixa.

Os dois movimentos apontam para concentrações diferentes de capital. A alta do par ETH/BTC sugere que o Ethereum ganhou força relativa, enquanto o avanço do domínio do Bitcoin indica que os recursos continuam concentrados nos dois maiores ativos, com menos espaço para criptomoedas menores. O suporte mais relevante do par está em 0,031; acima de 0,03426, o movimento ganharia uma confirmação técnica mais forte.

O Altcoin Season Index, indicador que compara o desempenho das 50 maiores moedas com o Bitcoin nos últimos 90 dias, recuou para 39, ante cerca de 67 no início de agosto. O índice precisa chegar a 75 para caracterizar uma altseason, período em que a maioria das altcoins supera o BTC. Nos derivativos, porém, 85% das altcoins registram taxas de financiamento acima da média, sinal de que traders mantêm posições compradas, embora isso não garanta ganhos no mercado à vista.

Para o leitor no Brasil, os dados sugerem cautela: a rotação para altcoins ainda não alcançou o mercado de forma ampla, e posições alavancadas podem ampliar perdas em um ambiente de alta volatilidade.

A dominância do Bitcoin teria de rejeitar a resistência em 60,50%, enquanto o par ETH/BTC permaneceria acima de 0,031, para reforçar a hipótese de uma rotação mais ampla. Uma alta da dominância acima desse nível, ou a perda do suporte pelo ETH/BTC, enfraqueceria ainda mais a tese de uma altseason. O Ethereum era negociado a US$ 2.472 (aprox. R$ 13 mil) e o Bitcoin, a US$ 78.827 (aprox. R$ 414 mil) no momento analisado.