O Ether (ETH) subiu 3% entre quinta e sexta-feira e teve desempenho melhor que o restante do mercado de criptomoedas. O movimento veio na esteira do crescimento da tokenização, do lançamento da Robinhood Chain e da compra contínua de ativos por empresas. Ainda assim, o mercado não conseguiu sustentar o preço acima de US$ 1.800 (aprox. R$ 10,4 mil).

O que aconteceu: a Robinhood Chain, uma rede de camada 2, estreou com US$ 106 milhões (aprox. R$ 614,8 milhões) em depósitos de ponte. A rede usa ETH como token nativo para pagar taxas de transação, enquanto a Robinhood passou a oferecer ações tokenizadas para clientes em 120 países. Isso reforça o ecossistema compatível com a EVM (Máquina Virtual Ethereum, base usada para rodar aplicativos e contratos na rede).

Por que importa: a tokenização ajuda a ampliar o uso da infraestrutura do Ethereum ao levar ativos tradicionais para o ambiente blockchain. Esse avanço e a acumulação institucional deram suporte ao preço, mas os dados on-chain e de derivativos seguem fracos e deixam o ETH exposto a um novo teste da faixa de US$ 1.700 (aprox. R$ 9,9 mil).

Para o investidor brasileiro, esse movimento ajuda a medir o apetite global por infraestrutura de cripto, mas não elimina o risco de volatilidade forte no curto prazo.