O Ether (ETH) voltou a testar US$ 1.950 (aprox. R$ 11,3 mil) na terça-feira, pela primeira vez em sete semanas. A alta provocou a liquidação de US$ 62 milhões (aprox. R$ 359,6 milhões) em posições vendidas alavancadas e colocou no radar do mercado a faixa de US$ 2.100 (aprox. R$ 12,2 mil).

A recuperação representa um avanço de 29% sobre a mínima de US$ 1.500 (aprox. R$ 8,7 mil) registrada em 26 de junho. O movimento também acompanhou um ambiente mais amplo de apetite por risco, que ajudou o Bitcoin (BTC) a superar US$ 66.500 (aprox. R$ 385,7 mil).

O que aconteceu: mesmo com resistência vista em dados on-chain, o ETH pode ganhar força com o aumento da demanda por staking (quando investidores travam criptomoedas para ajudar a validar a rede e receber retorno) e com os resultados financeiros do Google.

Por que importa: a combinação entre liquidação de posições vendidas, maior procura por staking e melhora no humor do mercado reforçou a expectativa de continuação da alta no curto prazo, com atenção voltada para a região de US$ 2.100 (aprox. R$ 12,2 mil).

Para o investidor brasileiro, movimentos desse tipo costumam elevar a volatilidade também nas corretoras locais, já que o preço em real acompanha tanto o ETH em dólar quanto a variação do câmbio.