O Ethereum (ETH) é negociado a US$ 2.250, cerca de R$ 13.500, com alta superior a 6% em 24 horas. Segundo os dados citados na origem, o movimento foi favorecido pelo acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e por uma rodada intensa de compras por grandes investidores. Carteiras com saldo entre 10.000 e 100.000 ETH adicionaram 230.000 ETH em poucos dias, enquanto um endereço identificado pela Arkham Intelligence acumulou 50.537 ETH em apenas 24 horas, o equivalente a US$ 162 milhões.
A leitura central dos dados on-chain é de compressão de oferta. Na prática, quando grandes volumes de ETH saem das exchanges e vão para cold wallets ou contratos de staking, diminui a quantidade disponível para venda imediata. Com isso, o livro de ordens fica mais raso e compras de maior porte tendem a empurrar o preço com mais força.
O que os dados mostram
- Baleias com 10.000 a 100.000 ETH somaram 230.000 ETH nos últimos dias.
- Ali Martinez apontou compras superiores a 1,13 milhão de ETH nas últimas duas semanas, avaliadas em cerca de US$ 4,18 bilhões.
- Uma carteira recebeu 12.000 ETH da Galaxy Digital e passou a deter 112.972 ETH, após adicionar mais de 100.000 ETH em sete dias.
- O volume de negociação do ETH subiu 8%, para US$ 2,6 bilhões, enquanto os saldos em exchanges seguiram em queda.
- A dominância do Ethereum no mercado cripto chegou a 12,03%.
- O funding rate dos contratos perpétuos segue positivo, mas em nível moderado.
Segundo a origem, esse conjunto de sinais sugere entrada de capital com perfil mais estrutural do que especulativo. A combinação entre compras no mercado à vista, retirada de moedas das exchanges e derivativos sem alavancagem exagerada costuma ser vista como uma base mais sólida para sustentar o movimento, embora isso não elimine o risco de correções no curto prazo.
Para o investidor brasileiro, a alta do ETH em dólar não se traduz automaticamente no mesmo ganho em reais, porque a cotação final também depende da variação do câmbio.



