O Ethereum (ETH) era negociado perto de US$ 1.730, com queda de cerca de 1,57% em 24 horas, mas ainda acumulava alta de aproximadamente 7% na semana. A pressão recente coincidiu com o aumento das tensões entre EUA e Irã, um fator que vem pesando sobre ativos de risco desde março.

Segundo o analista Darkfost, o mercado de cripto vive uma “fase de total indecisão” em meio ao conflito geopolítico e à ameaça de alta de juros do Fed em 2026. Na leitura dele, esse ambiente deixa ativos como o ETH mais vulneráveis e faz com que até oscilações menores provoquem movimentos de pânico, especialmente quando o preço se aproxima da faixa de US$ 1.500.

Fluxos na Binance mostram leituras opostas

A Binance registrou uma disparada nos depósitos de ETH, em um dos maiores picos dos últimos três anos. No auge da venda, quase 100 mil endereços únicos transferiram ETH para a exchange. Em geral, esse tipo de movimento sugere aumento da pressão de venda no mercado à vista.

Ao mesmo tempo, os saques também subiram. Isso indica que parte dos investidores decidiu vender, enquanto outra parte aproveitou a fraqueza para acumular. Para Darkfost, esse movimento duplo mostra um mercado rachado: de um lado, quem reduziu exposição; de outro, quem enxergou oportunidade para ampliar posição.

Polymarket reforça a divisão

A mesma indecisão aparece na Polymarket, plataforma de mercado de previsão. Os traders atribuem 75% de chance de o ETH atingir US$ 2 mil em 2026 e 68% de probabilidade de tocar US$ 1.500 no mesmo período. As apostas em US$ 1.500 subiram 23 pontos recentemente, enquanto a meta de US$ 1.250 recuou 25 pontos.

O volume, porém, se concentra mais no lado pessimista:

  • o cenário de ETH em US$ 1.500 movimentou cerca de US$ 1,33 milhão;
  • o patamar de US$ 1 mil somou aproximadamente US$ 1,26 milhão;
  • as apostas acima de US$ 2 mil ficaram apenas na casa dos milhares.