O Ethereum (ETH) continua perto de US$ 1.900 (aprox. R$ 11 mil) mesmo com sinais de redução da oferta disponível no mercado. Analistas onchain veem um reposicionamento discreto: saem moedas das exchanges, cresce o staking (travamento de ETH para ajudar a operar a rede e receber retorno) e aumenta a liquidez de stablecoins dentro do ecossistema do Ethereum.

O que aconteceu: As reservas de ETH em exchanges caíram de 16,86 milhões em janeiro para 15,12 milhões, segundo a CryptoQuant. A redução de cerca de 1,74 milhão de ETH equivale a quase 10% dos saldos disponíveis para venda. Ao mesmo tempo, o staking já supera 34% da oferta circulante, enquanto a fila de saída de validadores está próxima de zero, sinal de que investidores seguem mantendo os ativos travados em vez de vender.

Em números: Os ETFs spot de ETH receberam cerca de US$ 482 milhões (aprox. R$ 2,8 bi) nas quatro semanas até 7 de agosto, sendo US$ 245 milhões (aprox. R$ 1,4 bi) só na última semana. O saldo líquido acumulado desses fundos se aproxima de US$ 11,46 bilhões (aprox. R$ 66,5 bi), de acordo com a SoSo Value. Na rede, a atividade também segue forte: o analista Tanaka destacou mais de 20 milhões de transações semanais, perto das máximas históricas.

No lado da liquidez, o fluxo de stablecoins para a Binance ficou em média em US$ 87 milhões por dia (aprox. R$ 505 milhões) nos últimos 14 dias, mas com mudança importante na composição. As reservas de USDT na Tron (TRX) dentro da corretora caíram de cerca de US$ 1,4 bilhão (aprox. R$ 8,1 bi) para US$ 709 milhões (aprox. R$ 4,1 bi) em cerca de duas semanas. Já o USDT no Ethereum teve alta de 210% nos fluxos líquidos semanais, enquanto o subiu no mesmo período.