O Ethereum (ETH) não consegue se firmar acima de US$ 2 mil (aprox. R$ 11,4 mil) e já foi rejeitado sete vezes perto de US$ 1.915 (aprox. R$ 10,9 mil) desde 31 de julho. Embora o ativo ainda opere em um canal de alta iniciado em 8 de julho, o avanço perdeu força com menos volume de compra e saída de grandes investidores.
- O que aconteceu: O volume mensal das DEXes (corretoras descentralizadas, sem intermediário) do Ethereum caiu cerca de 42% entre abril e julho, segundo a Dune Analytics. Ao mesmo tempo, o TVL (valor total travado em aplicativos de DeFi, serviços financeiros em blockchain) subiu cerca de 7,8% e chegou a US$ 42 bilhões (aprox. R$ 239 bi), enquanto o staking (bloqueio de moedas para ajudar a rede e receber rendimento) atingiu 33,98% da oferta.
- Leitura do mercado: A atividade esfriou em outras redes também. A Solana está cerca de 79% abaixo do pico de volume, e a BNB Chain passou a liderar esse indicador, sugerindo migração de recursos para rendimento, e não para negociações de curto prazo.
- Pressão das baleias: O volume de compras do ETH diminuiu desde 14 de julho, e a pressão de venda disparou após 6 de agosto. Fora das exchanges, as posições das grandes carteiras caíram de 125,44 milhões de ETH em 10 de agosto para 123,86 milhões de ETH, movimento equivalente a cerca de US$ 3 bilhões (aprox. R$ 17 bi).
Para quem acompanha o mercado do Brasil, isso ajuda a explicar por que o ETH pode continuar andando de lado mesmo com entrada de capital na rede.
O ponto que trava o preço é (aprox. ). Um fechamento diário acima desse nível abriria espaço para (aprox. ) e depois para o topo do canal; abaixo de (aprox. ), a estrutura passaria de positiva para neutra, com risco de recuo até (aprox. ) e (aprox. ). Na análise, a queda no volume das DEXes parece mais um ajuste amplo do mercado do que um problema específico do Ethereum.




