A Ethereum Foundation anunciou em 8 de abril de 2026 a conversão de 5.000 ETH em stablecoins por meio do CoWSwap, usando o mecanismo TWAP (Time-Weighted Average Price). O valor equivale a aproximadamente US$ 11 milhões, ou cerca de R$ 66 milhões, e a fundação indicou que os recursos serão usados para financiar pesquisa, desenvolvimento, grants e outras atividades do ecossistema.

Segundo a origem, a operação saiu da carteira identificada pela Arkham Intelligence como “Ethereum Foundation DeFi Ecosystem” e não da principal reserva da entidade. Os dados também apontam que esse lote corresponde a menos de 5% das reservas totais em ETH, estimadas em cerca de 102.000 ETH, o que afasta a leitura de uma liquidação ampla de posição.

O que mudou na estratégia

A fundação vinha sendo criticada entre 2022 e 2023 por vendas recorrentes de ETH no mercado à vista para cobrir despesas. Desde a reestruturação da tesouraria anunciada em 2024, sob a gestão de Aya Miyaguchi, a estratégia passou a priorizar diversificação, staking, uso de protocolos DeFi como o Morpho e vendas OTC para reduzir impacto no mercado.

  • Antes da mudança, a fundação vendia cerca de 700 ETH por mês no mercado à vista.
  • Entre 2022 e 2023, mais de 35.000 ETH teriam sido vendidos, somando US$ 50 milhões à época.
  • Após a reestruturação, as vendas teriam caído mais de 90%, substituídas por receitas de staking e DeFi estimadas em US$ 15 milhões por ano.

A execução via TWAP é um dos pontos centrais dessa operação. De acordo com a origem, cada transação identificada pela Arkham ficou abaixo de US$ 1 milhão, distribuída ao longo de dias ou semanas, reduzindo o risco de impacto direto no livro de ordens e no preço do ETH no curto prazo.

Para o leitor brasileiro, o ponto principal é que a operação se parece mais com gestão de caixa do que com uma saída estratégica do ETH, algo relevante para quem acompanha o mercado cripto em reais e o comportamento de grandes instituições.

O que os dados sugerem