O Ethereum (ETH) abriu setembro a US$ 2.452 (aprox. R$ 12,7 mil) depois de marcar o primeiro topo mais alto deste ciclo. O nível de Fibonacci em US$ 2.438,85 virou a linha de defesa imediata para saber se o rompimento de agosto continua válido.

No gráfico semanal, o ativo rompeu a linha descendente que vinha travando as altas desde o pico de agosto de 2025, em US$ 4.958. Duas semanas atrás, o ETH também registrou um candle semanal acima de 31%, algo que ainda não havia acontecido nas tentativas anteriores de avanço.

Se o fechamento semanal ficar acima de US$ 2.438,85, o próximo alvo técnico passa a ser a retração de 0,5, em US$ 2.919,89. Isso fica perto de 19% acima do preço atual.

A leitura, porém, não é unânime. O analista Ted Pillows disse que o ETH tentou superar US$ 2.550 e falhou de novo, nível que coincide com a média móvel de 50 semanas, em US$ 2.542. Para ele, o ativo deve passar por mais lateralização e uma pequena capitulação antes de uma reversão mais firme.

Para o investidor no Brasil, esse tipo de faixa técnica costuma influenciar também o humor sobre altcoins em corretoras locais e o fluxo em pares com USDT e BRL.

No curto prazo, a perda de US$ 2.438 exporia o suporte seguinte, perto de US$ 2.220, onde está o Supertrend. Abaixo disso, o mercado voltaria a mirar a região psicológica de US$ 2 mil, que o ETH perdeu em 2 de junho.

O quadro fica mais sensível por causa da alavancagem. Uma baleia abriu uma posição comprada de 10x em ETH de US$ 102,3 milhões (aprox. R$ 531,9 milhões), com liquidação em US$ 2.241, enquanto várias firmas de trading ainda mantêm apostas vendidas relevantes. Em cripto, esse tipo de posição amplia muito o risco de liquidação e aumenta a chance de movimentos bruscos.