A concessionária estatal de energia da Etiópia reduziu em 77% a eletricidade destinada a mineradores de Bitcoin. A decisão veio após a queda no volume de água que chega aos reservatórios usados na geração hidrelétrica.

A mineração de Bitcoin (atividade em que máquinas competem para validar transações e receber BTC) tinha peso alto nas contas da empresa: no ano passado, respondeu por 35% da receita da produtora estatal de energia.

Com menos água disponível para geração, a concessionária passou a priorizar o abastecimento de casas e fabricantes. O corte mostra como operações de mineração, que consomem muita eletricidade, podem perder espaço quando a rede precisa escolher entre clientes industriais, residenciais e atividades ligadas a criptoativos.