O Tesouro dos Estados Unidos agora pode sancionar qualquer pessoa no mundo que atue no setor de criptomoedas e ativos digitais do Irã. A mudança integra uma campanha anunciada na segunda-feira (24), batizada pelo secretário Scott Bessent de “Dia D Econômico”.
O OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros) publicou cinco determinações setoriais com base na Ordem Executiva 13902, que alcançam ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo. Na prática, o órgão passa a ter base para punir estrangeiros que prestem serviços nesse setor, mesmo fora do país.
Segundo o Tesouro, o regime iraniano “recorre cada vez mais às criptomoedas como ferramenta preferencial para burlar sanções”, com menções a transações ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica e a integrantes do governo. Bessent disse que o objetivo é “cortar todas as linhas de sustentação econômica que mantêm esse regime tirânico até que Teerã fique isolado”.
Para o leitor no Brasil, o ponto central é regulatório: operações com cripto que tenham conexão com o Irã entram em área de risco elevado, e empresas brasileiras com exposição internacional precisam olhar com atenção regras de sanções e compliance.
Os países citados na campanha receberão prazos individuais para encerrar atividades relacionadas ao Irã antes da aplicação de sanções secundárias.




