O Departamento de Justiça dos EUA se movimenta para retirar acusações contra Matthew Goettsche, fundador da BitClub Network, suposta plataforma de mineração de criptomoedas acusada de prejudicar investidores em US$ 722 milhões (aprox. R$ 4,2 bilhões) entre 2014 e 2019.

Goettsche tinha julgamento previsto para outubro por conspiração para cometer fraude eletrônica e venda de títulos não registrados.

O que aconteceu: advogados de Matthew Goettsche informaram à juíza Claire Cecchi, do tribunal distrital de Nova Jersey, que as partes “chegaram a um acordo de princípio” para resolver as acusações pendentes, mas ainda precisam de tempo para concluir os termos.

Por que importa: o caso envolve uma das acusações de fraude mais conhecidas ligadas a mineração de cripto, atividade em que computadores validam transações e recebem moedas digitais como recompensa.

Para o leitor brasileiro, o caso reforça o cuidado com promessas de retorno ligadas a mineração ou criptoativos: quando há oferta de investimento, a falta de registro e transparência aumenta o risco de perda.