Procuradores dos EUA querem confiscar mais de US$ 25 milhões (aprox. R$ 145 milhões) em criptomoedas supostamente ligadas a esquemas internacionais de fraude e lavagem de dinheiro. As ações envolvem golpes de investimento, golpes românticos e fraudes de recuperação de ativos, que atingiram vítimas nos Estados Unidos e no Canadá.
O que aconteceu: O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) apresentou cinco ações civis de confisco. Segundo o Gabinete do Procurador dos EUA para o Distrito de Columbia e o escritório de Washington do Serviço Secreto dos EUA, os ativos foram recuperados em investigações separadas conduzidas pela Força-Tarefa de Combate à Fraude Cibernética.
Como funcionava: Os investigadores disseram ter identificado várias redes de lavagem de dinheiro e confirmado que milhares de pessoas no mundo foram enganadas. As vítimas acreditavam estar fazendo investimentos legítimos em ativos digitais, mas o dinheiro era desviado por meio de plataformas de negociação fraudulentas e transferências entre carteiras para esconder a origem dos recursos.
Para o leitor brasileiro, o caso reforça um padrão já conhecido no mercado cripto: golpistas misturam promessa de investimento com engenharia social (manipulação para ganhar confiança da vítima) e movimentação rápida entre carteiras, o que dificulta o rastreamento do dinheiro.
Por que importa: O caso expõe a dimensão crescente de fraudes com criptomoedas que combinam relacionamento falso, promessa de retorno financeiro e estruturas de ocultação de recursos. Esse tipo de golpe costuma usar várias etapas para dar aparência de legalidade antes de desaparecer com os fundos.




