Autoridades dos Estados Unidos restringiram mais de US$ 52 milhões (aprox. R$ 291 milhões) em criptoativos ligados à Xinbi Guarantee e à sua rede de fornecedores. A operação mira um marketplace acusado de facilitar golpes e lavagem de dinheiro.
O Departamento de Justiça dos EUA informou, na quarta-feira, que sua Força-Tarefa de Combate a Centros de Golpes apreendeu duas carteiras usadas pela Xinbi para receber pagamentos de fornecedores. Essas carteiras somavam cerca de US$ 12 milhões (aprox. R$ 67 milhões).
Investigadores também pediram restrições contra outras 47 carteiras que, segundo as autoridades, estariam conectadas à lavagem de dinheiro na rede da Xinbi. Carteiras cripto são endereços digitais usados para receber, guardar e enviar ativos como BTC, stablecoins ou outros tokens.
O DOJ afirmou que o Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia autorizou, em 7 de setembro, a apreensão dos canais do Telegram que hospedavam o marketplace. De acordo com o mandado tornado público, fornecedores usavam esses canais para anunciar serviços de lavagem de dinheiro, sites personalizados para golpes de investimento e recrutamento para complexos de golpes no Sudeste Asiático.
Para quem está no Brasil, o caso reforça um risco prático: golpes com cripto costumam usar grupos de mensagem, promessas de investimento e estruturas internacionais para dificultar rastreamento e recuperação de valores.




