Os Estados Unidos anunciaram sanções contra duas empresas marítimas do Irã sob a acusação de ajudar a contornar restrições econômicas com o uso de Bitcoin (BTC) e outros ativos digitais. Segundo o Departamento do Tesouro, a operação teria gerado receita para a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
O que aconteceu: o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) disse que a Persian Gulf Marine Insurance Company e a HormuzSafe Marine Services Authority faziam parte de uma rede de seguros apoiada pela IRGC. De acordo com a acusação, embarcações comerciais precisavam contratar uma cobertura aprovada antes de cruzar o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio marítimo.
Como o BTC entra nisso: o Tesouro americano afirma que a HormuzSafe aceitava Bitcoin e outros ativos digitais para burlar as sanções ocidentais. A medida aparece depois de relatos anteriores de que o Irã estudava uma plataforma de seguros marítimos baseada em BTC.
Em números: além das duas empresas, o governo dos EUA também sancionou oito empresas ligadas à chamada frota paralela do Irã e identificou oito embarcações como propriedade bloqueada.
Para o leitor brasileiro, o caso mostra como o uso de criptoativos segue no radar de reguladores e autoridades quando há suspeita de evasão de sanções e movimentação financeira internacional.




