A EverValue afirma ter criado um modelo em que o token EVA é sustentado por Bitcoin gerado em suas próprias fazendas de mineração. Segundo a empresa, esse Bitcoin vai para reservas on-chain em wBTC na rede Arbitrum, enquanto a oferta de EVA só pode ficar estável ou cair com a queima de tokens.
O que aconteceu: de acordo com a empresa, o projeto opera mais de 2.800 mineradoras ASIC e soma mais de 800 PH/s de hashrate (a potência computacional usada para minerar Bitcoin). A EverValue diz manter seis instalações de mineração no Paraguai e afirma que já registra mais de 425 wBTC em sua reserva on-chain, o que a colocaria como a segunda maior detentora de wBTC na Arbitrum.
Como funciona: no centro da estrutura está o Burn Vault, um conjunto de contratos inteligentes que liga as reservas em Bitcoin à oferta de EVA. Quando o usuário queima EVA nesse sistema, recebe o valor correspondente em wBTC. Segundo a empresa, isso cria um preço mínimo em Bitcoin para o token, chamado de Burn Price, enquanto a quantidade de EVA em circulação diminui a cada queima.
Transparência: a EverValue diz que os saldos das reservas, as queimas de tokens, as transferências de EVA, os movimentos de wBTC e as interações com os contratos podem ser acompanhados publicamente na blockchain. Os contratos inteligentes, segundo a empresa, foram auditados por Hacken e CertiK, com relatórios públicos.
Para o leitor brasileiro, o ponto central é que o projeto diz estar lastreado em reservas verificáveis na blockchain, mas continua exposto aos riscos típicos de criptoativos e de estruturas que dependem da execução da própria empresa.
Nos próximos passos, a EverValue afirma que pretende ampliar sua capacidade de mineração, buscar novas listagens em exchanges e encomendar auditorias adicionais. O roteiro também inclui um novo painel para usuários, maior adoção do como meio de pagamento, uma loja online com programa de afiliados e presença em eventos como e . Hoje, o token está listado em , , e .



