A Exodus anunciou que vai reduzir seu quadro de funcionários em 25%. A medida faz parte de uma reestruturação para adaptar custos e prioridades ao plano de montar uma plataforma própria de emissão de cartões e pagamentos com stablecoins (criptomoedas pareadas a ativos, como o dólar).

O que aconteceu: após comprar a Monavate e a Baanx, a empresa disse que pretende diminuir a dependência de fornecedores terceirizados em serviços como pagamentos com stablecoins. A ideia é concentrar a operação em uma estrutura mais integrada.

Em números: a Exodus prevê registrar entre US$ 2,5 milhões e US$ 3,5 milhões em encargos antes dos impostos (aprox. R$ 14,5 milhões a R$ 20,3 milhões), principalmente com indenizações e custos ligados ao desligamento de pessoal. A expectativa é gerar uma economia anualizada de US$ 10 milhões a US$ 13 milhões em despesas operacionais (aprox. R$ 58 milhões a R$ 75,4 milhões), com impacto total percebido em 2027.

Para quem acompanha o setor no Brasil, o movimento mostra como empresas de cripto estão tentando controlar mais etapas da operação de pagamentos, uma frente que também esbarra em regulação e integração com sistemas locais.