A Coinkite disse que uma falha ligada à chave da Coldcard pode ter permitido o desvio de US$ 38 milhões (aprox. R$ 220 mi) em Bitcoin. Segundo a empresa, é provável que o invasor tenha usado IA para analisar versões antigas do firmware de código aberto e encontrar a vulnerabilidade.
O que aconteceu: a avaliação da Coinkite é que o ataque explorou uma brecha em edições anteriores do software da carteira. A Coldcard é um dispositivo de armazenamento a frio, usado para guardar chaves privadas fora da internet.
Por que importa: o caso mostra como ferramentas de IA podem acelerar a busca por falhas em códigos públicos, inclusive em produtos voltados à custódia de criptoativos (guarda das chaves que dão acesso aos fundos). Quando uma vulnerabilidade atinge esse tipo de sistema, o impacto pode recair diretamente sobre os BTC armazenados.
Para o leitor brasileiro, o episódio reforça um ponto básico da autocustódia: guardar cripto por conta própria reduz dependência de corretoras, mas também exige atenção redobrada a falhas de software e à segurança das chaves.




