A ida de Espanha e Argentina à final da Copa do Mundo mexeu com os fan tokens das duas seleções. Nas 24 horas seguintes às semifinais, o SPAIN avançou 37,7%, enquanto o ARG saltou 104,3%.

O que aconteceu: o Spain National Football Team Fan Token (SPAIN) subiu após a vitória sobre a França, na terça-feira (14). Já o Argentine Football Association Fan Token (ARG) disparou depois do triunfo sobre a Inglaterra, na quarta-feira (15), resultado que colocou a Argentina na decisão.

Por que importa: fan tokens são ativos digitais ligados a clubes e seleções. Eles dão acesso a votações, recompensas e experiências exclusivas, mas também funcionam como ativos especulativos — com preços que reagem rápido ao desempenho esportivo. Os tokens de Espanha e Argentina operam na Chiliz, blockchain (rede usada para registrar e movimentar ativos digitais) focada no mercado esportivo.

Outro fator por trás da alta foi a campanha Burn to Glory, da Chiliz. O mecanismo reduz a quantidade de tokens em circulação a cada vitória da seleção, criando escassez programada. Na prática, quanto mais o time avança, menor fica a oferta disponível no mercado.

Segundo Bruno Pessoa, Country Manager da Chiliz no Brasil, o movimento mostra como esses ativos acompanham o engajamento da torcida em momentos decisivos. “Em uma Copa do Mundo, cada vitória amplia a visibilidade global da seleção, fortalece sua comunidade de fãs e tende a impulsionar tanto o volume de negociações quanto a demanda pelos fan tokens. O mercado acompanha o desempenho esportivo praticamente em tempo real, tornando esses ativos um termômetro do engajamento digital dos torcedores”, afirmou, em nota.

Para o leitor brasileiro, o recado é simples: fan token pode reagir ao noticiário esportivo quase em tempo real, mas também carrega risco alto de volatilidade e movimentos especulativos.