A Franklin Templeton avalia que agentes autônomos de IA podem se tornar um dos próximos grandes casos de uso para blockchain e cripto. A leitura é de Sandy Kaul, chefe de ativos digitais e inovação da gestora, em uma publicação feita no X na quarta-feira.
O que aconteceu: Kaul disse que a economia formada por agentes de IA deve ampliar a procura por protocolos blockchain capazes de viabilizar micropagamentos entre máquinas. Esses pagamentos são transferências de valor muito pequenas, feitas de forma automática entre sistemas.
Por que importa: segundo ela, redes tradicionais de cartões não foram feitas para esse tipo de operação. O problema, na visão da executiva, está nas taxas altas e no tempo de liquidação mais longo, o que pode limitar pagamentos feitos diretamente por agentes autônomos.
No texto, Kaul também questiona se a estratégia hoje usada por investidores para ganhar exposição ao avanço da IA — comprar ações de empresas ligadas ao setor — será suficiente no caso da chamada IA ativa, em que agentes passam a executar tarefas e transacionar por conta própria.
Para o leitor brasileiro, a discussão ajuda a entender onde a blockchain pode buscar utilidade prática além da especulação: infraestrutura para pagamentos automáticos, inclusive em operações de baixo valor.




