As fraudes com criptomoedas detectadas no Brasil caíram 7% em relação ao ano anterior e chegaram a 1,4% das verificações, segundo a Sumsub. A queda, porém, não significa menos risco: os ataques ficaram mais precisos e mais difíceis de identificar.

O que aconteceu: durante o Blockchain Rio, Georgia Sanches, country manager da Sumsub no Brasil, afirmou que os criminosos estão deixando para trás os golpes em massa, que costumam ser mais fáceis de detectar. No lugar, avançam ataques direcionados que exploram falhas no onboarding de clientes e no monitoramento de transações.

Como os golpes mudaram: entre as práticas citadas estão deepfakes (vídeos, imagens ou áudios falsos gerados por inteligência artificial), identidades sintéticas (cadastros montados com mistura de dados reais e falsos) e campanhas de engenharia social, quando o golpista manipula a vítima para obter acesso ou informações.

Por que importa: na avaliação de Georgia Sanches, as exchanges precisam abandonar modelos tradicionais de KYC (processo de verificação de identidade do cliente) para responder a esse novo tipo de fraude.

Para quem usa cripto no Brasil, o recado é direto: menos ocorrências detectadas não quer dizer ambiente mais seguro, porque os golpes estão mais sofisticados e mais difíceis de perceber.