O Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) publicou em 12 de outubro um documento de 5 páginas alertando sobre os riscos das stablecoins.

Embora afirme que o G20 reconheça o papel transformador dessas criptomoedas, o texto também diz ser preciso manter estruturas regulatórias e de supervisão eficazes para continuar promovendo essa inovação enquanto lidam com potenciais vulnerabilidades.

Outro destaque fica para a menção de que 99% dos US$ 300 bilhões do mercado de stablecoins está atrelado ao dólar americano.

Vistas como um dólar digital, as stablecoins já se consolidaram no mercado de criptomoedas e, cada vez mais, passam a integrar o sistema financeiro tradicional, como em pagamentos diários e transações de remessa.

Em relação a esse ponto, o FSB destaca que, no futuro, as stablecoins podem viabilizar transações domésticas e internacionais em larga escala de maneira mais rápida, transparente e barata.

“A forma como serão utilizadas em cada jurisdição, seja como meio de pagamento, reserva de valor ou ambos, terá possíveis implicações para a natureza e a gravidade das vulnerabilidades que apresentam.”

Como exemplo, o texto cita que, embora as stablecoins possam circular globalmente, os ativos que dão lastro a elas tendem a ficar em um único país. Ou seja, é possível usar uma stablecoin no Brasil, mas o lastro dessa moeda pode estar nos EUA.

Portanto, um problema citado seria os horários em que essas reservas poderiam ser afetadas e exigências regulatórias.

“Em períodos de estresse, o acesso ininterrupto e a velocidade das negociações nos mercados secundários podem aumentar a rapidez e a magnitude das vendas em massa, pressionando a paridade da stablecoin caso os resgates não consigam acompanhar a demanda. Ao mesmo tempo, mercados secundários profundos e líquidos podem facilitar operações de arbitragem que ajudem a estabilizar os preços em torno da paridade.”

Como último alerta, o FSB afirma que uma crise de saques poderia afetar o sistema financeiro tradicional pela venda forçada dessas reservas.