O Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) afirmou que criminosos estão usando cada vez mais stablecoins — criptomoedas atreladas ao dólar — para movimentar recursos ilícitos. Segundo o órgão, a maior parte da atividade criminosa identificada na blockchain agora envolve esse tipo de ativo.
O relatório mais recente, divulgado na quinta-feira, diz que algumas redes também passaram a criar suas próprias stablecoins. A estratégia, de acordo com o GAFI, é tentar resistir ao congelamento e à apreensão de ativos.
O que o GAFI quer: acelerar a adoção de padrões de AML (antilavagem de dinheiro) para criptomoedas. O órgão afirma que ainda há países demorando para implementar essas regras, o que abre espaço para exploração por agentes ilícitos.
No Brasil, a pressão por regras de AML também reforça a atenção sobre corretoras e empresas de cripto que atendem clientes locais, especialmente em operações com stablecoins.
Por que importa: stablecoins são amplamente usadas em transferências rápidas e podem facilitar tanto pagamentos legítimos quanto esquemas ilegais, dependendo do controle aplicado por exchanges e autoridades.




