O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) identificou 32 páginas que oferecem ferramentas para remover roupas de pessoas em fotos comuns e gerar imagens íntimas falsas com inteligência artificial. Segundo o governo, esses sites cobram em criptomoedas para liberar arquivos em alta definição, e os endereços foram enviados às autoridades policiais na quarta-feira (15).
O que aconteceu: as plataformas operam no modelo de software como serviço, fora das lojas tradicionais de aplicativos, o que facilita o acesso. De acordo com o MJSP, parte dos sites libera o processamento gratuito de uma a duas imagens, com marca d’água ou baixa resolução, e depois cobra assinatura em criptomoedas, cartões internacionais ou outros meios de pagamento para remover as restrições.
Por que importa: o governo afirma que o sigilo sobre os domínios busca proteger a honra e a imagem das vítimas. A retirada dessas páginas também enfrenta barreiras jurídicas e técnicas, porque a infraestrutura pode estar em outros países e os endereços mudam com frequência, inclusive com variações na grafia.
Para o leitor brasileiro, o caso mostra que o uso de criptomoedas também aparece em investigações ligadas a crimes digitais, sobretudo quando há tentativa de esconder a identidade de quem paga.
Na lei: os decretos 12.975/2026 e 12.976/2026 ampliaram obrigações para empresas de tecnologia criarem barreiras contra esse tipo de conteúdo abusivo. A ANPD deve fiscalizar falhas de moderação, enquanto o STF já decidiu recentemente sobre a responsabilização de plataformas por conteúdo publicado por terceiros. O Código Penal trata esse tipo de manipulação como forma de violência psicológica contra a mulher, com agravantes quando há uso de IA, e o ECA prevê punições rígidas em casos que envolvam menores.
A apuração contou com apoio técnico especializado, segundo o governo, para analisar os riscos dessas ferramentas, especialmente para os mais jovens. A e equipes da , por meio da , vão avaliar possíveis crimes e tentar identificar os responsáveis pela infraestrutura dos serviços. Denúncias podem ser feitas pelos canais e .




