A Grayscale apresentou à SEC em 20 de julho um pedido para criar um ETF à vista de Worldcoin (WLD), que pode ser negociado na Nasdaq sob o ticker GWLD. O protocolo foi confirmado por James Seyffart, analista de ETFs da Bloomberg. Mesmo assim, a própria documentação da gestora lista pontos que colocam o ativo na categoria de maior risco.
O que aconteceu: a gestora criou o trust em 10 de julho e levou o pedido ao regulador dez dias depois. A custódia dos tokens ficará com a BitGo, enquanto o BNY Mellon será o administrador do fundo. A taxa de administração ainda não foi divulgada, e os parceiros de negociação seguem indefinidos.
Por que importa: um ETF à vista facilita o acesso ao ativo porque permite exposição por meio da bolsa, sem compra direta do token. Ainda assim, o GWLD só poderá ser negociado se a SEC autorizar a estrutura e a Nasdaq aprovar o registro.
A documentação também chama atenção para os riscos do projeto. A Worldcoin usa o Orb para verificar pessoas por meio de escaneamento da íris, e esse modelo já enfrentou medidas regulatórias em Espanha, Portugal, Alemanha, Hong Kong, Brasil, Quênia e Indonésia entre 2024 e 2025.
Em números: as 100 maiores carteiras concentram cerca de 90% do WLD em circulação. Além disso, os tokens reservados para equipe e investidores continuarão sendo liberados até perto de julho de 2028. No mercado, o ativo era negociado perto de US$ 0,375 (aprox. R$ 2,10), com alta diária de 3,3%, mas ainda quase 97% abaixo do topo de US$ 11,74 (aprox. R$ 65,70) registrado em março de 2024.



