A Habitare informou nesta terça-feira, 14, que estruturou, ao lado de OPEA e NexuGrid Technology (NGT), uma emissão de Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) de até R$ 25 milhões por crowdfunding na plataforma INCO. A companhia diz que esta é a primeira operação do setor a combinar financiamento imobiliário via blockchain e crowdfunding, com smart contract (contrato que executa regras automaticamente) como garantia.

O que aconteceu: a primeira rodada, de R$ 3 milhões, foi captada em menos de 9 horas. A operação usa o modelo de “recebíveis chipados” da NGT, em que contratos de compra e venda já são criados de forma nativa como smart contracts.

Como funciona: segundo as informações divulgadas, o sistema acompanha toda a vida financeira do contrato. Ele emite boletos, faz conciliações bancárias e, se houver inadimplência, aciona de forma autônoma a negativação no Serasa e o protesto em cartório, sem intervenção humana.

Por que importa: a Habitare, apontada como pioneira nesse formato, estima cortar em até 70% os custos operacionais da operação com contratos 100% tokenizados e autoexecutáveis.

Para o leitor brasileiro, o ponto central é o uso de blockchain para automatizar etapas comuns do crédito imobiliário, incluindo cobrança e registro de inadimplência.