A primeira edição brasileira do Hack4Freedom terminou no sábado, 25 de julho, após duas semanas de formação técnica e desenvolvimento de projetos em São Paulo. As 26 participantes, vindas de cinco estados, apresentaram nove soluções voltadas a problemas financeiros e sociais concretos.
O que aconteceu: Realizado na Casa21, sede da Vinteum, o programa ofereceu mais de 20 workshops, palestras e mentorias sobre Bitcoin, privacidade, liberdade financeira, inteligência artificial e desenvolvimento de projetos de código aberto.
Entre os projetos premiados, o primeiro lugar ficou com a Satra, carteira de Bitcoin pela Lightning Network (rede que permite pagamentos rápidos e de baixo custo) disfarçada de calculadora. A proposta é ajudar mulheres em situação de violência doméstica a manter uma reserva financeira sem deixar um rastro visível. O prêmio foi de US$ 2 mil (aprox. R$ 11,6 mil).
Em números: O Lightning Receivables Protocol, que antecipa recebíveis já confirmados para pequenos empreendedores, recebeu US$ 1 mil (aprox. R$ 5,8 mil). A plataforma Iris, voltada à liquidez para a compra de remédios por pessoas trans, ficou em terceiro lugar, com US$ 500 (aprox. R$ 2,9 mil). O prêmio Nostr (protocolo de comunicação descentralizado) foi para o Arakne, aplicativo de crochê que esconde uma rede de microcrédito pessoa a pessoa via Lightning, também com US$ 1 mil (aprox. R$ 5,8 mil).
A menção honrosa foi para o SatsMeter, sistema de energia comunitária que cobra o consumo automaticamente em Bitcoin pela Lightning Network, sem banco ou intermediário. O projeto recebeu US$ 200 (aprox. R$ 1,16 mil). A Satra também ganhou o prêmio Breez SDK, de US$ 500 (aprox. R$ 2,9 mil), uma ferramenta para incluir pagamentos em Bitcoin em aplicativos.
Para o público brasileiro, o evento mostra aplicações de Bitcoin ligadas a reserva financeira, microcrédito, medicamentos e pagamentos de energia, além da formação de novas desenvolvedoras no país.




